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Nuvens de Poesia

Que a chuva caia e não pare mais

Pare

Você já parou e olhou para os lados?
Já viu que tem alguém ai?
Na sua esquerda ou na sua direita,
Pode ter um menino, pode ter uma menina,
Pode ter uma história, pode ter um drama,
Pode ate ser estranho, pode ate ter vergonha,
Mas o que não é?
Mas quem não é?

Já parou e perguntou qual o nome dessa pessoa?
Ou como foi o dia dela?
Você sabe, você percebe.
O semblante dela esta meio sombrio, meio deprimido.
O que fazer?
Vai ajuda-la?
E se ela estivesse muito zangada.
O que fazer?
Vai tentar acalma-la?
E se ela estiver sozinha.
O que fazer?
Vai dispor da tua companhia?

Seu coração sempre diz:”Vá,vá!”
E o seu medo grita:”Fique!”

Você já parou para pensar o quanto está perdendo?
Ou de quantas histórias está se escondendo?
Não está vendo que esse pavor está te corroendo?
Ou que você mesmo se prendeu nesse tormento?

Há tantas felicidades e tristezas te aguardando.
Pare de ficar se isolando assim.Deixe desse medo.
Fale com a pessoa que está do seu lado,
Dê um abraço bem forte nela!
Deixe um novo percurso fluir.

Não se prenda a futuros, pois
Eles são errôneos,
Eles são absurdos,
São enigmáticos
E repletos de imprevistos.

Profissão da Minha Vida

Há!
Como é bom ser criança,
Pois criança é livre para ser,
Para criar,
Até mesmo para viver,
Viver da mente para fora,
Fora dessa realidade torta.
Uma vida simples, pura e inocente.

Em meus tempos de criança,
Tanto que eu já quis ser de tudo,
Por exemplo,
Já quis ser domador de gaviões,
Já quis navegar nas profundezas dos oceanos,
Já quis pilotar grandes aviões,
Já quis por curativo em sentimentos despedaçados.

Há!
Como era bom ser criança.
Como era bom…

O tempo passou tão rápido,
Passou tão longe.
Quase não consegui aproveita-lo,
Quase não consegui segura-lo.
Há quem diga que foi por falta de vontade,
Mas foram eles que me renderam,
Foram eles que me aprisionaram.

O tempo passou tão rápido…
Meus olhos foram vendados,
Minha boca foi amordaçada,
Meus sentidos foram calejados,
Meus sentimentos se afogaram
Na mais pura anestesia.

E para que isso?
Dizem os pais:
“É para o seu bem”

“Pense com calma
O que irá cursar?
Com o que você deseja trabalhar?
Será feliz prestando tal vocação?
Fará do teu trabalho a tua paixão?”
Como eu queria que assim fosse…
Mas não é.Que besteira estou idealizando?
É só mais um pensamento utópico.

Um dia
Tentei mostrar aos meus pais
Os muitos sonhos que tive
Os muitos sonhos que desejei
Deixei de falar apenas um.
E o que responderam?
“MAS QUE SONHOS INÚTEIS!
Quer ser biólogo marinho?
Quer fazer publicidade?
Quer atuar num teatro?
Quer estudar musicalidade?
Mas que grande absurdo!
Só falta querer ser poeta.”

E para que isso?…
Dizem os pais:
“É para o seu bem”

O mundo é duro.
A vida é flácida.
O mundo é o modelador
E a vida é o barro.
O Mundo fez da vida uma grande porta,
Com trancas de ouro e visor embaçado.

Pais do mundo.
De onde estão,
Deste lado da porta,
Vocês conseguem ver felicidade?
A amarga felicidade dos seus filhos?

Apagaram as Luzes

Apagaram as luzes.

Por que esta nessa sela?
Eles não entendem.
Quem são eles?
Humanos.
Mas por que fizeram isso?
Porque não sou como eles.
Ao meu ver, você é igual a mim.
Como? Se as luzes estão apagadas.
Não preciso ver para saber tal verdade.
O senhor é louco.
Quem sabe sou.O que me diz?
Você não tem noção.
Qual a noção?
O que esta dizendo é um insulto.
A quem?
A mim e a ti.
Não me sinto ofendido.
Pois então sinta-se!Sou animal, sou preso e horrendo.
Por que sentiste ofendido?
Por nos igualar.Não sou como o senhor.Livre.
Tolo!Bem sabes que também estou preso.
Certamente tua prisão é mais bonita.
São apenas ilusões amigo…

Por muito tempo fiquei preso.
Fui mal tratado, escarrado,
A mercê da solidão.
Fui vendido e abusado,
Com o destino fincado
Na frialdade da escravidão.

Tinha poucos amigos.
Uma pequena barata,
Que era tão pequena,
Que, sem querer, pisei nela
E quando percebi, chorei.
Também tinha uma borboleta,
Que voava quando o sol surgia.
Certo dia, pude ver-la de longe,
No exato momento que um Pássaro a comia.
Por fim, tinha o senhor,
Que aparecia quando apagavam as luzes.
Ele passava horas me questionando
E lamentando horas a fio
Pelo mundo em que “vivia”.

Certo dia
Despertei adormecido da longa noite,
Lembro-me apenas
De alguns muitos açoites
E nada mais.

Por que está nessa sela?
Eles não entendem.
Por que apagaram a sua luz?…

 

Carta de Despedida

Há…
Como é triste dar adeus,
Pois os olhos meus
Podem se banhar,
Podem se afogar.
Seja por tristeza,
Seja por felicidade.
Pela tua breve ida,
Pela minha abundante saudade.

Tanto que eu aprendi contigo.
Foi, para mim, um(a) grande amigo(a).
Me aconselhou quando precisei,
Me levantou quando escorreguei.
Tenha apenas uma certeza:
Que cada palavra, cada gesto,
Cada seriedade, ou brincadeira,
Toda a nossa história,
Todas as nossas fantasias,
Em minha mente, coração e Vida!
Registrei com precisão,
Gravei com cuidado, Amor!
E bastante carinho.

Vá,
Faça da tua vida rosa.
Desabroche quando chegar o dia,
Murche quando chegar a noite.
Seja o sol que ilumina flores,
Seja a lua que, feliz, o gato mia.

Saiba que
Se não tiver para onde ir,
Venha ate mim.
Sabe que te receberei,
De braços abertos, receberei.
Não tenha sombra de dúvida que,
Se você bater em minha porta,
Minha casa é tua.

Há…
Só me prometa que virá.
Trazendo lembranças e novidades,
Trazendo um abraços e sorrisos.
Não se esqueça
De trazer-me uma caixa com muitos chocolates.
Vamos nos divertir,
Relembrar os momentos passados.

Adeus amigo(a)
Que Deus te acompanhe
Tenha uma ótima viajem.

Ass: ”                                                                                    “

Escrivaninha

Há! Menina…
Como tu és bela,
És vela, que ilumina
Noite minha, vida!,
Minha obscura mente.

Há! Menina…
Notei tuas pálpebras baixando
Rasantes, quase que rentes,
Ao teu pesado sono.
De repente, olhos fechados,
Um bocejo, dois , cabeça deitada,
Usando como travesseiro os braços.

Te achei linda dormindo assim.
Há… , realmente,
É uma pena para mim
Não ser o teu encosto,
Não ser a tua companhia.
Queria muito ter me posto
No lugar da tua escrivaninha.
Sentido tua cabeça deitada em meu peito,
Escutando a serena musica do teu respirar,
Envolvendo-te em meus braços, sendo o porto,
Onde teu amor poderá desembarcar.

Conjugando Poesia

Poesia:
“Conjugação do verbo sentir”
Como poderei eu mentir
Sobre a verdade dessa esplêndida teoria?
Este enigma,
Que todos clamam desvendar
Sem ao menos desfrutar,
Sua real essência.

Na poesia não há classificações ou teoremas.
Provavelmente,
Filósofos não saberão explicar-me
A semelhança entre mãos e abraços,
Quanto mais entre casamento e cadarços.
Que fascinante!
As crianças irão ensinar-me a base
Dos sentimentos mais puros e sinceros,
Sentimentos estes
Que germinam seus olhos
E resplandecem suas faces,
Brotando das sementes o amor.

Amor que é arrancado
Por
Cientistas,
Que
Dessecam-no
Por
Inteiro,
Que rendo
Definir seus dogmas
E adulterar seu real sentido.

Vocês
Que da poesia querem viver e desfrutar,
Não irei mentir,
É mais fácil desistir que lutar.
Porém,
Se não fosse tão dura essa batalha,
Poesia não seria dita conjugação do verbo sentir
E as montanhas seriam muito fáceis de carregar.

Dias de Poesia

Se meus dias fossem poesia,
Poderia ser tudo tão calmo e ameno.
Escutaria a canção do amanhecer,
E cantaria a melodia do despertar.

Se minhas tardes fossem poesia,
Poderia ser tudo tão belo e pacifico.
As marés me diriam:
-“Tua caneta e teu papel são o elo”.
E eu a faria.

Se minhas noites fossem poesia,
Poderia ser tudo tão inconsciente e sereno.
O sono descansaria minha mente
E os sonhos guiariam meu destino.
Um caminho
Que poderia ser tão fervoroso e vivo.
-Se ao menos fosse poesia…

Tempo

O tempo
Passa tão rápido.

Quando menos percebemos,
Ele já está lá do outro lado
Da estrada em que muitos ainda
Nem começaram a sua caminhada.

O tempo
Passa à frente dos olhos tardís.

Aqueles que um dia piscaram para a vida,
Sem saber que uma vida equivale a um piscar,
Ficaram rente ao seu início,
Sem o seu final desfrutar.

Porque fechaste as tuas pálpebras tão rápido?
Porque tu me deixaste aqui esperando?
Faz tanto tempo que o tempo passou rasante
E eu ainda continuo aqui por ti chorando!

Amigo

“Amigo,
Palavra tão vulgar hoje.”

Utilizada por interesseiros e mentirosos,
Que mal não sabem o seu real propósito,
Pois desprezam e magoam o seu próximo,
Destroem o signo da união.

Com muitos ao meu redor,
Temo confiar naqueles que me julgam,
Temo abraçar aqueles que me apunhalam
Pressinto que em algum dia
No caso de eu perder os seus agrados.
Muitos sumirão da minha vista
Sem explicações,
Sem despedidas.

“Que desprezível…”
Real amigo é
Aquele que estará comigo,
Nos dias de alegria,
Nos dias de dor.
Estará até mesmo no dia
Em que eu perder tudo em minha vida,
Tudo aquilo que demasiado eu tinha.
“E DIGO MAIS!”
Mesmo que não me sobre mais nada,
Nem mesmo a própria VIDA.
Por minh’alma ,
Sei que os meus verdadeiros amigos
Estarão, em meio a lágrimas e risos,
Rogando-a para que possua paz eterna.

Espero não me esquecer daqueles
Que sempre confiaram em mim,
Que sempre lutaram ao meu lado
Por uma amizade sincera,
Por uma amizade sem fim.

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